Introdução: O Fantasma da Certificação Inútil
Muitas empresas investem tempo, dinheiro e um esforço considerável para obter certificações importantes como ISO 9001 ou OEA (Operador Econômico Autorizado). A celebração da conquista, no entanto, pode dar lugar a uma dura realidade: o sistema de gestão se transforma em um fardo burocrático, sem gerar resultados práticos e se tornando apenas um “quadro na parede”.
O maior desafio não é implementar as certificações, mas sim sustentar o sistema de gestão para que ele continue gerando resultados e não se torne um mero “papel na parede”.
Se esse cenário lhe parece familiar, é hora de “Pensar Diferente”. Este artigo apresentará uma nova perspectiva para manter seu sistema de gestão vivo e eficiente, revelando que a solução não está em processos complexos, mas na simplicidade e na rotina.
O Primeiro Insight: “Sustentabilidade” Não É O Que Você Está Pensando
Quando falamos em sustentabilidade no contexto de sistemas de gestão, não estamos nos referindo ao conceito ambiental. Aqui, o significado é muito mais prático e direto, focado na continuidade do seu negócio: “A sustentabilidade, neste contexto, é a longevidade da sua eficiência.”
O objetivo, portanto, é garantir que o sistema implementado continue a agregar valor e a gerar resultados tangíveis a longo prazo, em vez de existir apenas para cumprir uma formalidade e ser exibido em um certificado.
O Segundo Insight: O Segredo Está na Cadência Fixa e na Simplicidade
A complexidade é inimiga da consistência. A vitalidade de um sistema de gestão não vem de manuais extensos ou procedimentos intrincados, mas sim de uma rotina disciplinada e simples. A solução central é baseada em dois pilares: cadência e simplicidade.
Pense diferente: A sustentabilidade do seu sistema (ISO, OEA) depende de cadência fixa e evidências simples. É a rotina de Governança que garante que o sistema se mantenha vivo.
Essa rotina de governança se materializa em “ritos”: atividades curtas, focadas e consistentes que são a manifestação física da “longevidade da eficiência” do seu sistema. Incorporados ao dia a dia da operação, esses ritos transformam a gestão em ações práticas e mensuráveis. Alguns exemplos incluem:
- Diário de Turno de 7 min: Garante comunicação rápida e eficaz.
- Tratativa de NC em 48h: Assegura agilidade na correção.
- Quadro OTIF por Cliente: Mantém o foco na performance que importa para o cliente.
- Revisão Executiva Mensal: Foca nas perdas financeiras, sendo um rito essencial para a Governança.
O requisito 10.3 (Melhoria Contínua) é alcançado precisamente pela repetição e simplicidade desses ritos. É essa cadência fixa que garante a manutenção e a eficácia de todo o sistema.
O Terceiro Insight: Sua Rotina Diária é a Governança (O “G” do ESG) na Prática
Esses ritos simples e diários não são apenas tarefas operacionais; eles são a aplicação prática da Governança. Muitas vezes vista como um conceito abstrato ou exclusivo de grandes corporações, a Governança nada mais é do que a estrutura que garante que os processos sejam cumpridos de forma consistente.
A Governança é a ponte que conecta os requisitos de alto nível, como os de Qualidade (ISO 9001) ou de Compliance Aduaneiro (OEA), à gestão do dia a dia. É o que transforma as diretrizes estratégicas em ações executáveis e verificáveis na rotina da empresa.
Em suma, a Governança é o que conecta o Compliance Aduaneiro e a Qualidade à gestão diária.
Conclusão: De “Papel na Parede” para um Sistema Vivo
Para evitar que sua certificação se torne um ativo inútil, a solução é parar de buscar complexidade e focar na disciplina de rituais simples e consistentes. A vitalidade de um sistema de gestão não vem de sua complexidade, mas da cadência e da simplicidade dos ritos que formam a espinha dorsal da sua governança diária.
Qual é o primeiro rito simples que sua equipe poderia adotar para transformar sua certificação de um quadro na parede em um motor de resultados?



